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LOST (2004-2010)

3 fev

Atenção: Post contendo Spoilers de todas as temporadas.

LOST foi mais uma daquelas séries que fez uma devastação cultural, criando fandons e seguidores que submergiram para o Universo Lost, interpretando metáforas e significados obscuros ao longo de toda a série. Lost alimentou o poder da nossa imaginação com elementos curiosos que até hoje dá muito pano pra manga, como viagem através do tempo ou universo paralelo. Mas, o que pode ter sido uma engenharia atemporal, criadora de um estilo (tal como trekkers) pode ter corrompido e levado tudo ao abismo devido sua insistência em novas temporadas, pontos sem nós, e claro um final que deixou muita gente decepcionada. E para você? Lost também foi uma viagem cujo final perdeu encanto?

Estreiando a seção Seasons! aqui no Le Matinée! começamos por uma viagem rápida sobre LOST. Não sendo nossa intenção transformar um simples post numa novela gigantesca (pois LOST nos dá muito o que falar, fazendo com que um Post somente jamais seja suficiente), faremos aqui uma rápida análise, sem mergulhar muito nos mistérios revelados ou não que a série passou. E sim em seu impacto midiático e a conclusão de todo este impacto com a insatisfação de muitos fãs.

Como você leu logo no começo deste post, por conter muitos spoilers, este post é para você que viu a série de cabo a rabo, então pulamos a etapa de uma breve sinopse geral. Até quem não assistiu LOST inteiro, sabe muito bem do que a série trata. Não diria tão somente que ela foi uma decepção por completa. Há quem diga que tudo começou a desandar a partir da Quarta Temporada. Ou da Quinta… Ou com muita viagem no tempo. Mas, até certo ponto Lost passou uma analogia interessante sobre a vida de cada um, como se cada personagem fosse um retrato do comportamento humano em geral. Lá teve de tudo: Um torturador metamorfoseado pela culpa, num mergulho constante entre o amor e a raiva. Um casal de coreanos aparentemente perfeitos mas cheio de ondulações no que tangia sua perfeita relação amorosa. Um médico com capacidade de liderar, porém, apesar do racional forte demais, tendia a titubear por vezes quando afrontado pela liderança de um outro de menos razão, porém um homem de fé que fornecia neste aspecto exatamente o que alguns procuravam: uma esperança de retomar suas vidas.

E chega uma hora em que este homem de fé – Locke – prova que não há razão para voltar, uma vez que cada vida ali era condenada em sua vida medíocre de alguma forma. É o que Jacob acaba querendo mostrar posteriormente. Prova que de repente, uma nova vida seja necessária para a redenção de um torturador ou o renascimento do amor do casal de coreanos. Para mim, paralelo a toda viagem temporal, LOST nos mostrou através de várias analogias e subjetividades, as filosofias diversas da vida.

Mas, tem pra todo mundo. Voltemos para a coisa mais científica da história toda: pois o que azedou o final da série foi exatamente este emocional em demasia. Por mais previsível que seja, esperávamos um final onde com a explosão da bomba de nitrogênio tudo voltasse ao normal, de volta para o abrir dos olhos de Jack. Quase igual o que ocorreu, porém sem todos se reencontrando numa igreja, meio incerto em definirmos em que espécie de tempo ou universo todos estavam. Seria aquilo um purgatório, como muitos se indagaram? Ou algum tempo perdido no futuro? E porque houveram personagens que morreram também e não estavam lá como Ana Lucia ou Mr. Eko? Algumas dúvidas faria sentido não terem resposta, acredito que é assim que se alimenta fandons para manter em sua realidade alternativa a boa experiência de LOST, capaz de nos dar tantas interrogações a medida que nossa imaginação anseia. Entretanto, finalizar uma linha de pensamentos com determinados furos, ou seja, sem um final homogênio com personagens que “voltaram”e outros “esquecidos” causou muito mais a ideia de algo amador e mal acabado do que a proposital ideia de deixar nossa imaginação terminar o que começaram.

Entretando, longe de mim insinuar que LOST foi um tempo perdido. Pelo contrário. Além de revolucionar a indústria transmidiática, levando as pessoas da TV para a internet, LOST serviu como uma febre, acordando nosso desejo de detetive de criança, esperando o próximo episódio, e discutindo numa roda de amigos por horas e horas, o que significam os números, o que seria a fumaça preta, da onde vieram os ursos polares e tudo aquilo ao redor da Iniciativa Dharma. Lost comprou briga batendo duas linhas de pensamentos aparentemente antagônicas: religião vs ciência. Fazer um final daqueles, tentando resolver logo os mistérios mais primordiais dos últimos 6 anos, revoltou muito mais a camada da ciência. E não é sem razão.

E se a gente nem chegou a tocar nos mistérios de LOST ainda, melhor parar por aqui. O objetivo desta nova coluna é relembrar as boas temporadas de grandes séries. E seja com um final marromeno ou não, LOST foi grandioso. Não se deve tirar-lhe todo o mérito.

Então pra fechar, destaco abaixo os episódios mais marcantes. Vamos lá!

E20S01 – Do Not Harm

O final deste episódio é a analogia clara do nascimento e da morte. Enquanto Jack tenta de tudo para salvar Boone da morte nas cavernas, do outro lado, num meio de um matagal, Kate realiza o parto do bebê de Claire. Recomendo o livro A Filosofia de Lost (Simone Regazzoni), do qual a autora descreve de uma forma interessante sobre a relação de vida e morte que este episódio passa, alternando as cenas.

E18S02 -Dave

Este é o episódio que tem como personagem principal o Hurley. Apesar de ser meu personagem preferido particularmente, não é por isso que destaco este episódio como o mais marcante. Este episódio é aquele em que o amigo imaginário de Hurley, Dave começa a falar que nada daquilo que Hurley está passando é real. Que ele continua ainda na Clinica Santa Rosa, que uma mulher como Libby jamais se apaixonaria por ele, e que para ele acordar de tudo aquilo, bastava se jogar no penhasco. Acho sensacional este episódio porque a medida que Dave tenta convencer Hurley, até nós espectadores entra em parafuso. Afinal, o que é realidade e o que é fantasia?

E20S02 – Two For The Road

Para mim este episódio ganhou força graças a seu final avassalador. Um fator que faz LOST atrair tanto talvez seja a facilidade que ele tem de eliminar os personagens, (mesmo fazendo-os voltar de diversas formas depois). Mas, até aqui, não tinha assistido tal chacina. Michael depois de voltar muito esquisito da região misteriosa onde Os Outros viviam, mete tiros em Ana Lucia, Libby (esta que levou de graça) e depois em si mesmo para poder libertar Ben. O episódio seguinte onde mostra um Hurley profundamente aflito pela morte de Libby, é uma das coisas mais tristes que já assisti.

E20S03 – The Man Behind the Curtain

Temos como foco aqui, o Ben um ótimo vilão que a própria série destruiu a medida que foi revelando mais informações dele, e mais ainda quando vemos Ben todo melindroso em relação a Jacob. Que por sua vez, também não chega a ser bem um vilão. Logo, acabam-se os vilões se não fosse claro, a força negra que devasta o corpo de Locke. Neste episódio, o ponto chave foi Bem ter atirado em Locke e deixá-lo lá no fundo da cova, junto com todo o resto da Iniciativa Dharma.

E07S05 – The Life and Death of Jeremy Bentham

Se tem um episódio do qual ficamos com mais pena de Locke, sem dúvida é este. Após uma bonita conversa entre Jack e ele, Locke resolve não se matar (já no mundo exterior). E eis que surge Ben novamente.

E23S03 – Through the Looking Glass

O foco é a estação Espelho com Desmond tentando resgatar Charlie. Na verdade, o chocante desta cena se resume praticamente a esta imagem…

Tem dezenas de episódios marcantes em LOST. Difícil listar todas elas aqui. Gosto muito do episódio em que todos vão jogar Golfe… E até mesmo os últimos episódios da 6º temporada marcou, a seu modo. A morte de Sun e Jin foi uma das cenas mais triste que vimos.

Apesar do final chumbreca, deixamos de lado este detalhe: Lost foi sem dúvida uma das melhores séries que já existiu.

O Show de Truman (1998)

29 jun

“Good morning, and in case I don’t see ya, good afternoon, good evening, and good night!”

“Um universo que existe cada vez mais informação e cada vez menos sentido”- Jean Baudrillard afirma que nossa realidade foi substituída por simulacros, dentro de uma sociedade pós-moderna onde o poder da mídia e a linguagem da propaganda é fortemente explorado. Um mundo de simulações, onde não se sabe mais o que é real, já que a imagem torna tudo mais real do que o próprio real… Não, isto não é tão somente O Show de Truman. Isto é o nosso mundo, muito prazer…

Claro que O Show de Truman não ganharia um Oscar. Felizmente, não consideramos como grandes filmes unicamente os que recebem a estatueta. Deve-se considerar a linguagem do cinema, a essência de um sentido. E vamos admitir, este filme não é um entretenimento. Após vê-lo, você entra num conflito psicológico. Te faz refletir em aspectos da vida. Uma crítica ao mundo moderno, à falta de privacidade, ao consumismo e ao rótulo. O filme nos mostra entre planos e angulos oculares, que poderíamos (se ainda não somos) ser um Truman da vida, por não questionarmos nossa realidade, e desta forma vivermos numa zona de conforto. Podemos viver assim por anos e anos. Se não fosse (para alguns) a desconfiança ou mesmo inconformidade da nossa verdade, a vontade de descobrirmos mais, seriamos Truman então, participando num elenco que ri e chora com você, não por você?

Por fim, Truman é aquele que questiona. O que desconfia e o que busca um sentido maior do que aquele que o conveniente Cristof pode dar.

Truman (Jim Carrey)  vive sua vida aparentemente comum e sussegada, trabalhando com seguros,  numa cidade chamada SeaHeaven rodeada por mar. Praticamente uma ilha (Walllt!).

É casado com uma enfermeira, se dá bem com os vizinhos, todos o cumprimentam e parecem adorá-lo. O que ocorre é que Truman passa a desconfiar desta vida, pois nunca consegue abandonar SeaHeaven. De verdadeiro, na realidade só havia ele mesmo (“True Man”?). Todas as pessoas, familiares, amigos de infância, eram atores que participavam do reality show de Truman desde seu nascimento.

Eram 5.000 câmeras espalhadas em SeaHeaven para acompanhar Truman em absolutamente tudo que ele fazia. O criador deste reality show, Cristof (belíssima interpretação de Ed Harris) fica escondido junto com todo o restante da produção, na Lua artificial da cidade, onde ele controla o dia, a noite, e todos os elementos da natureza. Enfim, uma curiosa analogia de Deus…

“Como isto irá terminar?” é uma das primeiras perguntas que surgem, que significa muito mais do que parece. O filme é cheio de sarcasmo sobre a publicidade barata, a imagem rotulada, e a falta de humanismo. Uma cena interessante de comentar é a que Meryl (esposa de Truman) mostra um pote de chocolate para Truman de uma forma como se estivesse fazendo (e estava) um comercial do produto.

Um dos pontos fortes do filme, é a presença de elementos cinematográficos, que através de uma linguagem perfeita, consegue exprimir detalhes e sentidos que se pretende passar com a história. Os ângulos das câmeras, não só as “câmeras do programa” que aparecem nitidamente mesmo mais pro meio do filme, (quando Truman chega a ter a certeza de que está sendo vigiado), como também os angulos minunciosos, com extremidades escuras. A linguagem deste filme é expressiva, sólida. E até melancólica.

Truman nos leva a questionar também nossas meias verdades, vai muito mais além do que a história dentro de um longa. O final, quando Cristof fala com Truman, é ainda uma analogia direta de Deus, passível de milhares de interpretações filosóficas. A manipulação que Truman foi sucedido desde criança, com a morte forjada do pai, para resultar num trauma, da qual teoricamente e considerando lógicas da psicologia, Truman jamais sairia de seu mundo de mentira, para enfrentar um medo do desconhecido. Este era o objetivo de Cristof, considerando que uma vez que Truman abandonasse SeaHeaven, o programa acabaria.

É aquele tipo de filme, cult e alternativo para os olhos de alguns, pouco compreendido aos olhos de outros, e hipnotizante e filosófico aos olhos de quem absorve seu conceito. É uma ruptura dos padrões de filmes de entretenimento. E Jim Carrey surpreendeu muitos na época, considerando que o ator parecia servir só pra papagaiadas no estilo O Máscara. Há não muito tempo, surgiu ‘Brilho eterno de uma mente sem lembranças’, também mostrando um Jim Carrey diferente. Eu particularmente prefiro este Jim Carrey. O Jim Carrey de Truman, e de Joel.
Foi uma grande sacada de Peter Weir, escolher Carrey, numa faceta impagável, pois mesmo com as cenas cômicas do filme, é sobretudo um drama, que lhe deixa triste mais por questões abstratas do que pela própria trama em si. Pois você passa o filme todo com pena de Truman, e ao vê-lo sair (eu pelo menos) senti desgosto por todos aqueles espectadores que torciam para a saída de Truman. Afinal, são os mesmos que davam audiência para o programa. Contudo, quem somos nós para criticar uma hipocrisia que nos parece tão familiar?

Top 10 Tragédia

10 jun

Saudações!

Ainda com nosso especial Dia dos Namorados, o segundo e último post a respeito.

Desta vez, apresentamos aqui um Top10 Tragédia, ranking com os 10 romances mais trágicos.

Quando digo tragédia, não necessariamente me refiro que alguém se lasca no final. Então, não se preocupem de encontrar Spoilers. Há alguns que contém Spoilers na descrição do ranking, mas em cada tópico que houver, terá uma indicação de aviso =).

Este top, é direcionado para os filmes onde nem sempre os casais vivem juntos, ou até vivem, mas possuem uma trama conturbada. E apesar disso tudo, não faz o filme ser ruim, pois ele transmite a essência da idéia e mensagem que quer passar, sendo por vezes bonito e (quem sabe) muito triste.

Então vamos lá…

10º – Amor nos tempos da Cólera – (2007) – Dir.  Mike Newell


“Fermina I have waited for this opportunity for 51 years, nine months and four days. That is… how long I have loved you from the first moment I cast eyes on you un… until now.”

 

Florentino Ariza se apaixona pela doce Fermina Urbino no momento em que ele a viu. Entretanto, como o amor entre ambos era proibido devido a diferença de classe de cada um, Fermina se casa com o médico Juvenal, e assim vai vivendo seus dias, constituindo família.

Florentino então espera a morte do marido de Fermina para que ele possa finalmente ter seu amor retribuido. Enquanto isso, vai fornicando com todas as mulheres da cidade, do país, e os anos vão se passando.
51 anos depois, nem mal o cadáver do marido de Fermina esfriou (esperou tanto tempo, um semaninha a mais seria demais?), Florentino já vai lá pedir seu amor finalmente.

É uma história linda, de fato, derivada do livro de Gabriel Garcia Marquez. Tem um final bonito e até feliz se for analisar. O trágico da história toda (trágico e belo) foi o moço esperar todo esse tempo pela mulher.

O filme é bem feito, e ainda tem Fernanda Montenegro no elenco, fazendo o papel da mãe de Florentino.

 

09º – Romeu e Julieta – (1996) – Dir.  Baz Luhrmann

“Death, that hath sucked the honey of thy breath, hath had no power yet upon thy beauty.”

 

Bom, eu posso ser sucinta pra falar deste filme né, considerando que praticamente todo mundo conhece a história e o porque da tragédia.

Mas, vamos considerar o lado “feliz” da história, justificando o porque que este filme aparece em 9º. Os dois morrem juntos. Os dois se matam. Apesar de garantirem amor eterno no inferno…

Eu coloquei esta versão, porque nela você pode ver o Michael de Lost (Walllllttt!!!) totalmente em visu travesti, além do que é uma versão bem bacana também.

08º – Moulin Rouge – (2001) – Dir.  Baz Luhrmann


“The greatest thing you’ll ever learn is just to love and be loved in return. “

 

E ora, vejam só: mesmo diretor de Romeu e Julieta.

Moulin Rouge é um dos meus filmes preferidos. Tem um quê de musical bem dosado, com musicas contemporaneas (aquela cena do telhado com “Heroes” é maravilhosa).

Toda a fotografia do filme, os tons escarlates, a altissima saturação que esbanja volúpia, glamour, e mescla a tristeza e enfermidade de Satine no fim, dando um contraste lindo da inconstância da vida.

A história me faz lembrar um pouco o livro A Dama das Camélias, com aquela história de mentir pelo bem do amado, e resultar em rancor e angústia.

 

07º – O Morro dos Ventos Uivantes – (1992) – Dir.  Peter Kosminsky

“Be with me always, take any form, drive me mad, only do not leave me in this abyss, where I cannot find you!… I cannot live without my life. I cannot live without my soul.”

 

É mais do que um dos meus filmes preferidos. É meu romance preferido. Trágico, devastador, cheio de mágoa e raiva por amor em demasia. Há quem fale que é uma história sobre ódio e não amor. Quem afirma isso, não viu o final, de certo. Não viu o significado por trás da história.

Catherine Earnshaw em seu auge de egocentrismo e futilidade, escolhe viver uma vida melhor com o almofadinha Linton, ao mesmo tempo que queria ter Heathcliff para sempre em seu calcanhar. Tempos depois, quando a vida se torna uma plataforma incapaz de uni-los novamente, ela se dá conta, assim como Heathcliff, em sua cegueira de vingança lamenta o passado, e alimenta a raiva de todo e qualquer coadjuvante dela.

Deixando de lado toda as especulações sentimentalistas deste romance genial, é trágico porque em vida, houve várias pisadas de bola da parte de ambos (Isto explica também a 7º posição), e toda a história é marcada pelos atos de vingança de Heathcliff (interpretado por Ralph Fiennes com aquele rabo de cavalo com fita de cetim preta *-*).

 

06º – O Leitor – (2008) – Dir.  Stephen Daldry

“It doesn’t matter what I feel. It doesn’t matter what I think. The dead are still dead.”

 

Hanna é uma figura esquisita. Não sabe ler e escrever, e sente vergonha disto. Ela conhece Michael, que até então era só um garoto que fica doente e é acolhido por ela. Desde então, eles passam um tempo juntos, tendo bons momentos. Michael tinha o hábito de trazer um livro para Hanna e ela pedia sutilmente para que ele lesse para ela.

E de repente, Hanna some do mapa. Michael sofre, choraminga, come o pão que o diabo amassou. Mas no fim, se casa com outra, e anos depois ele reencontra Hanna numa situação delicada…

É trágico, porque Hanna não admitiu suas fraquezas, se ferrou com isso, e ainda por cima, o final é marcado de pura mágoa, pena, e tristeza.

Sem mais.

05º – Doce Novembro – (2001) – Dir.  Pat O’Connor

“November is all I know, and all I ever wanna know.”

 

ATENÇÃO! Spoiler no tópico.

Afinal, como explicar a posição do filme, se a tragédia fica no final?

E é assim. Sara vai morrer. Dai ela passa um “doce Novembro” ao lado de Nelson, numa intesidade romântica, linda e etc. E pronto, acaba o prazo e ela tem que morrer, dai o cara fica sozinho como antes, desta vez com o coração partido. ???!!??

 

04º – O Fantasma da Ópera – (2004) – Dir.  Joel Schumacher

♫ “Say you’ll share with me one love, one lifetime. Lead me, save me from my solitude.”♪

 

ATENÇÃO! Spoiler no tópico.

Você assiste o filme, e aparentemente pode não achar que merece o quarto lugar de top tragédia. Mas eu vou considerar alguns fundamentos conceituais da história.

Primeiro: Christine não amava o fantasma.

Segundo: O fantasma era um coitado solitário que obtinha respeito das pessoas somente pelo medo que causava a elas.

Terceiro: O fantasma sabia disso tudo, e abre mão de seu egocentrismo (aprenda isso, Catherine Earnshaw!), e preferindo antes de tudo a felicidade de Christine, deixa ela partir com Raoul, mesmo tendo aprisionado o cara momentos antes.

Um clássico com a belíssima atuação de Gerard Butler (ainda queria saber se é ele mesmo que canta, porque puta merda, que voz impressionante) trazendo no filme toda a beleza do musical de Andrew Lloyd Webber. Eu tive que comprar o cd da trilha sonora, porque até mesmo só ouvindo as músicas sem mesmo considerar a letras, você percebe a paixão, raiva, enfim, o sentimento de cada parte, expostas de forma divina na melodia.

03º – Cidade dos Anjos – (1998) – Dir.  Brad Silberling

“I’m not afraid. When they ask me what I liked the best, I’ll tell them, it was you. “

 

ATENÇÃO! Spoiler no tópico.

Sei que todo mundo parece amar esse filme, mas eu acho chato. Na primeira vez até gostei, mas não tive mais paciencia de ver numa segunda.
E, assim como todos os filmes que não sou muito fã, vou resumir a justificativa da posição no ranking, daquele jeitinho desdenhoso mágico…

Funciona assim: O cara é um fantasminha camarada. E se apaixona por uma médica, que está viva em carne e osso, a Maggie. Aí passa todo aquele romance intangível dos dois, e daí ele abre mão da eternidade para ficar com ela. Se espatifa todo no chão, vai todo detonado atrás dela (que tinha ido embora da cidade), toca aquela música bonitinha do Goo Goo Dolls, eles se amam carnal e intensamente, e no dia seguinte ela vai comprar pêras, fecha os olhos andando de bike pra curtir a natureza e dá de cara com um caminhão. Daí ela morre.

Sim, é uma história bonita mesmo, eu também acho… Mas é bem trágica não?

 

02º – Em algum lugar do passado – (1980) – Dir.  Jeannot Szwarc


“There is so much to say. I cannot find the words. Except for these: I love you”. Such would I say to him if he were really here. “

 

ATENÇÃO! Spoiler no tópico.

O filme é derivado de um livro de Richard Matheson do qual conta sobre um cara – Richard Collier (interpretado pelo superhomem Christopher Reeve) que descobre que está doente, e ao fazer uma viagem, ele encontra um quadro de uma mulher no hotel em que está hospedado.

Daí ele descobre que está apaixonado por ela e que já esteve com ela em “algum lugar do passado”. Nisso ele faz uma imersão no tempo em seu quarto (compra roupas antigas, e tudo que faça o psicológico dele acreditar que está no passado) e acaba “voltando” e encontrando Elise McKenna por quem está apaixonado.

É trágico porque no auge de seu romance com a moça, ele enfia a mão no bolso e encontra uma moeda atual! Isso faz com quem a mente dele se dê conta da realidade e ele volta pro presente. Que zica dos infernos hein?

01º – P.S. Eu te amo – (2007) – Dir.  Richard LaGravenese

“Don’t be afraid to fall in love again. Watch out for that signal, when life as you know it ends. P.S. I will always love you “

 

Contar o começo é spoiler? Não né? Ok, então isto que vou lhe contar NÃO é um spoiler, tem até nas sinopses… O mocinho morre no começo. Sim, bem pra quebrar regras. Genial? Super! e Super
infeliz também.

Gerry (Gerard Butler de novo) e Holly (Hilary Swank) se amavam, mas brigavam muito. Logo no começo, você vê ela lá, lamentando no velório, e demora pra cair a ficha do que tá acontecendo…A princípio você pensa que é o futuro e dai ela vai contar a história dos dois. Mas, não… É o presente mesmo.

E o filme todo passa com a Holly recebendo misteriosamente as cartas de Gerry, sabe-se-lá por quem (talvez do próprio Gerry?). Sinceramente, o cara pode amar ela, mas mandar carta depois da morte dizendo coisas que poderia ter dito em vida, só fez piorar a resiliência da coitada.

E porque do numero 1 em tragédia? Porque é vazio. Um filme sem expectativas. A morte lhe tomando o que você ama, e não é ficção, ele não vai voltar… nunca mais… o.O

(silêncio mortal….)