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Entrevista com vampiro (1994)

14 ago

“I walked all night, I walked as I had walked years before when my mind swarmed with guilt at the thought of killing. I had thought of all the things I had done, and couldn’t undo. And I longed for a moments peace.”

Quando você vê muitos atores bons num filme só, não dá pra não criar expectativas. O resultado não precisa ser algo surreal como o melhor filme de todos os tempos, mas tem

porobrigação no mínimo corresponder esta expectativa, trazendo um bom roteiro, boa atuação e que consiga te prender até o final. Então ponto para o diretor Neil Jordan! E claro, pra digníssima Anne Rice que bota Stephenie Meyer lá nas profundezas do limbo.

O vampiro Louis (Brad Pitt), conta sua história de como se tornou vampiro atingindo assim a imortalidade, desde o séc XVIII. Lestat (Tom Cruise) é seu criador, e acreditava que tinha sido o salvador de Louis dando lhe a dádiva da vida eterna, força e poder. Entretanto, Louis tinha um coração mais emo (tipo o Bill Compton de True Blood) e não gostava de matar pessoas para se alimentar, e amaldiçoava o fato de ser um vampiro.

Certo dia… (ou melhor, certa noite) Louis que praticamente só tomava sangue de rato, acaba abocanhando o pescoço de uma menininha pobre que acabava de perder a mãe. Lestat então aparece e dá a menininha Claudia (Kristen Dust com dentes de leite ainda) a vida eterna, poupando da morte. E aí que a história toma forma, pois além de ser um crime dentro das regras vampiricas dar vida eterna a uma criança que não consegue se virar sozinha e não possui maturidade, Claudia aos poucos vai percebendo que vai ficar com corpo e aparência de criança por toda vida. E começa a ficar rebelde.

A trama vai sendo desenvolvida na medida em que Claudia é julgada por seus atos, e entra Armand (Antonio Bandeiras com cabelo de Mara Maravilha) do Teatro dos Vampiros.

Histórias de vampiros são legais, porque podem juntar duas eras totalmente diferentes sem soar forçado. O mais bacana do filme é isso. Você vê Louis de terninho contemporâneo contando sua história de quando usava camisas brancas esvoaçantes, manchadas de sangue. Na realidade, a maior parte do filme mostra o século XVIII até mesmo na trilha sonora neutra.

Tanto que a ruptura de uma música relativamente ‘nova’ no final (considerando que Mick Jagger ainda está vivo e até onde sabemos, não é um vampiro) faz o filme fechar com chave de ouro. Além claro, dá própria música totalmente conveniente. Pra quem viu, vale relembrar o final. E quem não viu ainda, recupere o atraso. É um blockbuster que vale a pena.

A Saga Crepúsculo: Eclipse (2010)

15 jul

“Bella, would you please stop trying to take your clothes off?”

O que deve se considerar em um filme que foi adaptado de um livro? Damos uma nota boa ou ruim baseado somente no grau de fidelidade da obra literária, e nas aplicações técnicas cinematográficas? Quando dizemos que a história é uma porcaria ou não, não estaríamos criticando tão somente o livro e a história em si, fugindo assim do objetivo de opinar sobre o filme? Questões como essas me deixaram meio pensativa em falar sobre ‘Eclipse’. Afinal, eu adoro falar de filmes oriundos de livros, mas no caso da saga de Crepúsculo tudo parece muito mais polêmico.

Fato é que se não fosse uma febre adolescente que irrita muitas pessoas, seria possível assistir toda a saga sem nenhum preconceito. E concluir somente que é um filminho fraco, num livro gostoso de ler, mas igualmente fraco, e pronto… ficaria por isso mesmo. Contudo, você ouve certos extremismos de AMO e ODEIO, porque com todo esse mainstream ao redor da saga, não existe meio termo… Bom, existe eu…

Mas, vamos nos focar em Eclipse e somente nele:

David Slade, você é um gênio. Porque conseguiu criar o melhor filme da saga até então, porque fez uma das melhores adaptações que já vi a partir de um livro, expondo praticamente todo o conteúdo do livro (até as narrativas) de um jeito exemplar. Você é um gênio porque soube usar as variáveis que tinha a seu alcance (e milagre com a história, convenhamos, não dá pra fazer…).

Então, esclarecemos aqui que não são os três atores que são uns fiascos… São os próprios personagens que Meyer criou… Bella é uma meretriz chata que não se satisfaz com nada, Jacob é aquele panaca mesmo, e Edward só tem aquela cara de infeliz sofredor. Bom, ouso dizer que Kristen Stweart é perfeita pro papel, porque a própria atriz é uma mal comida chatonilda…

A trilha sonora, bem como a fotografia num ar gélido durante a maior parte do filme, foi muito bem feita, de fato. Para apreciadores de cinema, Eclipse tem recursos admiráveis. Falar da história, ou do roteiro é talvez falho, considerando que vamos nos adentrar no livro em si. Pois Eclipse (o filme) é e transmite exatamente igual o que o livro exprime. Apesar de ter visto em alguns lugares que o filme não transmite os mesmos sentimentos que o livro, isto não é erro do diretor ou de ninguém, a culpa é de quem não consegue perceber que nossa percepção varia conforme as plataformas midiáticas. Por essas razões, dei a nota que dei: o filme é bom sim, mas como tudo depende da história, é passível de gerar diversos gostos.

Agora, considerando estes aspectos, existe uma coisa muito tosca no filme que David Slade não se esforçou: As cenas de suspense (absolutamente todas) são demasiadamente ridículas. Sim, ridículas. Bem como as cenas de violência onde não exprime violência (imaginei Tarantino dirigindo Eclipse, já imaginou que curioso?), dos quais os vampiros são de vidros e se quebram quando um mata o outro. Não rola nenhum sanguinho (me fez lembrar de “True Blood” e suspirar).

Em especial, a cena onde o recém-criado dá um apavoro em Charlie dormindo… É ridículo porque a música que toca no fundo é muito forçada, numa nota aguda estridente em ascensão quando você sabe que o final dela (clichê de muitos filmes) é que nada vai acontecer na cena. Só que no caso de Eclipse, desde que a nota começa a soar, você já sabe que não vai rolar nada… Meio depressivo não?

Em resumo galera, vá ao cinema assistir Eclipse, ainda mais agora que só as pessoas mais velhas sem histerismos estão indo. É um bom entretenimento, e em alguns casos, você vai rir muito como na cena do quarto de Edward (em que Bella e ele fica numa frescurite de sexo sem ter) com algumas pessoas da sala de cinema murmurando um “boiola”.

Não vá achando que você ficará extasiado com a história caso você ainda não conheça. Pois nisso o livro consegue um pouquinho melhor.

Posters – 3º temporada de True Blood

16 jun

Saudações!

Resolvi juntar duas coisas que gosto muito num post só: True Blood e posters!

Afinal, os posters criados para esta terceira temporada (que começou em 13 de junho) estão muito bacanas, regados de sarcasmo e cinismo, elementos indispensáveis e marcantes na série. Acho os  dois primeiros, os melhores, devido ao minimalismo que é capaz de transmitir o significado de uma forma muito direta e sarcástica.

Agora, a coisa tá se complicando nesta temporada, tem até lobisomen no meio. E ainda, o vampiro (o de verdade, que não brilha no Sol) Eric terá um destaque maior do que na segunda. Enfim, muito sangue, sexo e violência. E Anna Paquin, claro protagonizando o vuco vuco todo, sem ainda ter ajustado aqueles dentes separados…

Segue então, os melhores posters que foram desenvolvidos para esta temporada: