“Of course it’s happening inside your head harry, but why on earth should that mean that it is not real?”






Contém spoilers
David Yates recrutou todas as criancinhas do clipe de Another Brick in The Wall do Pink Floyd, pagou um cachezinho, e uns cachecois quentinhos de cada casa e criou para Hogwarts um ar sombrio que dá tristeza quase da mesma forma de quando se lê a descrição do que a escola se tornou no livro…
Ver Hogwarts cinza, representado na boa fotografia do longa (coisa que não podemos reclamar) em ruínas e sem luz, é de dar pena e saudade, até para nós os espectadores que acabam lembrando com nostalgia quando o menino Harry botou na cabeça o Chapéu Seletor. Porque nada é como antes, o caos reina, Voldemort tá todo meninão (destaque pra risadinha de tio do churrasco dele no quase final) e Harry agora não brinca mais de Vingardium Leviosa…

Tudo é enebriante no filme, não há momentos para levantar e ir no banheiro. Você quer absorver exatamente tudo que o final da saga tem pra mostrar, ou pelo menos absorver quase tudo daquilo que lembra ser relevante no livro. E em matéria de adaptação, Yates se saiu bem, apesar de infelizmente não me recordar como era exatamente o final do livro. Pra quem leu, me ajudem… Aquela ceninha de aventura de Voldemort com Harry realmente acontece? Pois pra mim, quando Harry volta do bate papo com Dumbledore, ele já resolveu a situação lá na Terra…
Mas, voltemos ao filme: O beijo Hollywoodiano de Ron com Hermione foi desnecessário, serviu pra um bando de menininhas berrar no meu ouvido no cinema. Acredito que poderia ser melhor trabalhado… Idem ao beijo rápido de Gina com Harry, meio fora de contexto, parecendo que entrou lá porque não tinha mais outra cena pra entrar.
Outro problema, já de longa data é nosso querido Ralph Fiennes sem nariz, como Voldemort. Ele não é uma figura que dá medo. Nunca foi. E convenhamos, aquela risadinha dele ainda (que não me conformo) beirou o ridículo. Nagini dá mais medo que Voldemort…

E o ápice? Snape, claro. Tanto a cena de sua morte (pela Nagini, cruel) quanto suas lembranças na Penseira momentos depois. Pena que pra quem só viu o filme e não leu os livros, assistiu a morte de Snape com rancor no coração a la “MORRE DIABO”. Eu chorei tudo que tinha pra chorar ali. E mais ainda na lição de Harry ao seu filho depois sobre Severo Snape. Essa é uma das partes que mais gosto na história de Rowling: Não é a casa Sonserina que guarda pessoas ruins. De Sonserina saiu Voldemort, mas também saiu Severo Snape, um bruxo corajoso que amou Lilian do começo ao fim. Não tem como não se emocionar quando ele olha para Harry e diz que ele tem os olhos da mãe.

A segunda coisa legal é Neville LongBullying que destrói a cobra MALA, e faz um discurso que… bem… esta foi outra coisa Hollywoodiana que eu deixava passar. O discurso de Sam do Senhor dos Anéis foi mais bonito (se é que me permitam comparar).
Última tosquice cinematográfica: 19 anos depois e a trupe toda ainda conserva um semblante bonitinho? Desculpa ae produção, mas a maquiagem poderia ser melhor trabalhada. O único que mais convence é o próprio Harry.
Mas, ei pessoal! Acabou! Não verei mais Cosplay da Grifinória nos cinemas, e isso tudo contribuiu pra gente sair emocionado do cinema. Porque Harry Potter marcou absurdamente e não temos mais nenhum filme para esperar. Bem verdade que o trio Radcliffe, Watson e Grint devem ter dado graças a Deus, mas a gente sempre fica com a sensação de querer mais.
Se há um exemplo cinematográfico claro sobre forma e conteúdo, função e estética, atribuimos este filme como um dos principais. Gravado num bairro pacato da Flórida, Burton (que estartou sua fama a partir deste filme, junto com Depp) pintou todas as casas com cores vivas e saturadas. O personagem principal era uma figura sombria, com a pele branca roupas escuras. Quase uma junção de Caligari com The Cure.


A Tragicômica história baseada no livro de Robert Siegel sobre Randy “The Ram” Robinson (Mickey Rourke), um lutador de luta livre, famoso nos anos 80, que com o passar dos anos, foi sendo esquecido pela mídia, apesar de nunca ter deixado de lutar, o que conforme ele afirma, era a única coisa que sabia fazer.










