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O Lutador (2008)

20 abr

“The only place I get hurt is out there.”

A Tragicômica história baseada no livro de Robert Siegel sobre Randy “The Ram” Robinson (Mickey Rourke), um lutador de luta livre, famoso nos anos 80, que com o passar dos anos, foi sendo esquecido pela mídia, apesar de nunca ter deixado de lutar, o que conforme ele afirma, era a única coisa que sabia fazer.

Aronofsky soube trabalhar até mesmo com as cenas de humor negro, com Randy pedindo emprego no mercado, em todas as vezes que pensou em finalmente se aposentar das lutas. Não porque tivesse cansado, mas devido a um ataque cardíaco que teve após uma das lutas, o médico alertou sobre parar de lutar caso não quisesse morrer de vez. Todas as cenas até mais tristes, como a rejeição de sua filha (Evan Rachel Wood) ou ainda o fora da dançarina Cassidy (Marisa Tomei), recebiam a sequência de Randy caminhando na rua. A Câmera de mão mesmo, filmava suas costas e em nenhuma cena triste, Aronofsky se rendia a uma trilha lamuriosa. Pelo contrário, sempre rolando a boa farofada dos anos 80 muito bem selecionada, refletindo na música o espírito de Randy e sua capacidade de ignorar que o tempo passou para ele ou para o mundo daquela época. Um bom exemplo disso, é ele jogando um joguinho tosco de luta (na verdade, um jogo dele mesmo) da Nintendo, enquanto o garoto que jogava com ele comenta sobre Call Of Duty 4 e o quanto aquele jogo que eles estavam jogando é ultrapassado.

Mickey Rourke, que há muito não atuava em mais nada, representa um papel meio irônico, considerando que de um ponto de vista simbólico, temos a representação de sua vida num filme. Sua figura é engraçada por si só, e apesar do visu horrível – loiro oxigenado, com aquele bronze estranho e calças colantes – ele garante simpatia logo nos primeiros minutos do longa. É simpático com todos, mesmo quando arranja emprego de atendente de frios no supermercado. Marisa Tomei por sua vez, executa muito bem seu papel, conseguindo exprimir bem sua postura ora como uma dançarina de uma casa norturna, ora como mãe de dois meninos.

As lutas são interessantes, convence quanto sua veracidade, no companheirismo e respeito entre os lutadores, inclusive ao respeito que tinham pelo próprio Randy. Há algumas cenas mais fortes, principalmente na luta que envolve grampeadores e cacos de vidro. Talvez não chegue a chocar, afinal como tudo é combinado, pouco antes da luta Necro Butcher – o cara dos grampeadores – combina com Randy sobre seu plus a mais no ringue.

Com a possibilidade de repetir a luta contra Aiatolá (Ernest Miller) do qual há 20 anos atrás venceu, Randy se vê numa grande tentação de burlar as prescrições médicas e ir lutar novamente, mesmo sabendo que corria um risco por conta de seu coração. O conceito por trás do filme não consiste em superar suas forças, ainda mais considerando que se trata da velhice chegando e não de almejar algo que Randy nunca conseguiu. Se trata de tentar perpetuar sua habilidade, não por acreditar que pode ir muito mais além, já no fim da linha, mas pelo simples prazer de continuar a fazer aquilo que mais gosta e mais sabe.

O Vencedor (2010)

10 mar

“Yeah, sure I do. You were the pride of Lowell. You were my hero, Dicky.”

O Boxe é sempre um pano de fundo quando filmes que retratam disto são lançados. Nunca dizem “é um filme sobre boxe”. É sempre sobre a luta pela vida (Menina de Ouro), a esperança e fé em si mesmo, bla bla bla. Com O Vencedor, novamente não é um filme sobre boxe. É sobre a família e o quanto ela consegue ser inconveniente ou conveniente as vezes.

Micky Ward (Mark Wahlberg) é um lutador de boxe que prentedia conquistar grandes lutas pela frente. Seu treinador era o irmão, ex-boxeador Dicky Eklund (Christian Bale) que se tornou famoso após derrotar outro boxeador anos atrás. Sua empresária era a mãe Alice (Melissa Leo), meio destrambelhada que fuma mais do que a Catifunda. Micky ainda tinha uma família gigantesca, cheio de irmãs e altos e baixos.

Mas, Micky sempre se lascava quando dava ouvidos à família.  Dicky sepre chegava atrasado nos treinos, isso quando não se esquecia completamente, devido ao vício com o crack também. Eis então que surge Charlene (Amy Adams) que começa a se relacionar com Micky e acha um absurdo Micky depender da mãe e irmão e quase sempre levar o troféu de fracassado.

A partir daí rola as desavenças familiares, a raiva por Charlene, e Micky no meio do fogo cruzado. Wahlberg está mega xoxo em sua atuação. Fato que não dá para apontarmos se é por conta de seu próprio personagem ou do contraste gritante com Christian Bale, que rouba a cena de uma forma natural. Não dá para negarmos o merecimento do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

Outra marromeno é Melissa Leo. Agora entendo o Auê todo quando ganhou o Oscar. Nem ela acreditaria que ganharia um prêmio. Não chega a ser ruim, mas não há tamanho destaque capaz de fazê-la ganhar de outras feras indicadas. Amy Adams brilha muito mais como Charlene.

O filme não emociona e peca no exagero de tentar fazer rir. Em algumas partes, faz uma graça até, seja pelas alfinetadas da família, ou pelo próprio Dicky. O que fica no final é uma linda história em família que por pior que tenham passado, o carinho (principalmente entre os irmãos) superou tudo. Final previsível, que também não faria sentido se fosse diferente, O Vencedor mais uma vez não é sobre um filme de Boxe. Mas, ele tá lá o tempo todo.

Batalha de Anakin VS Obi-Wan

23 jun

Saudações caros!

Inaugurando aqui, mais uma seção special! São os Greatest Scenes, que como o nome já deixa bem óbvio, são aquelas cenas fodásticas que você assiste uma vez e permacene em sua memória por todo o sempre (o.O).

Sendo assim, escolhi como primeiro, uma cena que eu acho impressionante, principalmente na expressão dos personagens e dramaticidade da cena. Estou falando do terceiro episódio de Star Wars, na batalha onde Obi-Wan luta com seu próprio Padawan, Anakin Skywalker. Neste episódio, e último que foi desenvolvido, é mostrado como que Anakin foi para o lado negro da força, bem como ele se torna Darth Vader \o/.

Então, vamos lá!

Cena: Batalha de Anakin Skywalker VS Obi-Wan Kenobi.
Star Wars – Episódio III -  A Vingança dos Sith (2005)
Dir. George Lucas

Obi-Wan: You were the chosen one! It was said that you would destroy the Sith, not join them! You were to bring balance to the force, not leave it in darkness!
Anakin Skywalker: I hate you!
Obi-Wan: You were my brother, Anakin. I loved you!

Há várias razões para Star Wars ser fenomenal. Vou me limitar ao máximo em focar na cena. Não preciso falar que há spoilers no post né? E além de tudo, quem não conhece ainda toda a história? Até mesmo aqueles que não assistiram todos os filmes, sabe que Anakin vai para o lado negro, vira Darth Vader, o pai de Luke Skywalker. E se você não sabia disso… sorry…

Essa cena, pra mim é inesquecível porque ela exprime toda a dor, raiva, angústia de Anakin (Hayden Christensen), e até mesmo, raríssimos segundos de remorso. Eu disse raríssimos. Neste episódio III, Anakin era o escolhido para destruir os Sith. Todos, inclusive mestre Yoda, estavam convictos de que Anakin iria “equilibrio à Força dar” (piada interna). O mais bonito de tudo, é que mesmo todos terem se decepcionado com Anakin, você cinéfilo que já conhece a saga toda, conclui no mesmo instante ao relembrar do episódio final: “Sim, Anakin realmente deu equilibrio a Força”. Afinal, é Darth Vader que destrói o Lord Sith, salva Luke e termina com todo caos.

(Foco, Natalia! Foco!).

Bom, os primeiros minutos de luta, é aquela coisa que se vê em toda cenas de lutas de espadas (no caso, sabres de luz). Piruetas pra cá, piruetas pra lá, luta em cima de uma corda, luta em cima de uma pedra, enfim. Comum, mas necessário, e no caso de ser Star Wars: mágico.

Então você se pergunta, se é uma luta relativamente comum, o que faz dessa cena memorável?

Resposta: A expressão de dor em Obi-Wan (Ewan McGregor) e a de ódio cegante em Anakin. O diálogo final (citado acima), quando Obi-Wan leva a vantagen e mete o sabre nas canelas de Anakin ( este cai no chão indefeso, derrotado), você vê na expressão de ambos uma intensificação das palavras.  Quando Obi-Wan diz que era para Anakin dar equilibrio a força, e que era para destruir os Sith, não se juntar à eles, se percebe um sofrimento em Anakin (aquele segundo de remorso) e logo vem a repulsa e ódio quando Anakin grita um “I Hate You!” tão convincente que ele (se pudesse) destruiria Obi-Wan com a força da mente, à la Sheldon Cooper.  E quando Obi-wan diz “Você foi meu irmão, Anakin. Eu te amei” Essa é a hora que o nerds chora.  Obi-Wan não mata Anakin, e vai embora como se ele também fosse o derrotado, considerando que era seu objetivo fazer Anakin enxergar a realidade.

Falando diretamente, é a expressão e a dramaticidade do diálogo e da cena, que fez ela ser uma das melhores que já vi. A cena mais esperada para todos que até então havia visto os 5 episódios, e aguardava ansiosamente o último…no caso, terceiro (“hein?!?”).

Segue a palhinha: