“You lost your wife, You lost your mom, I lost a nut.”





Um drama tragicômico indie, protagonizado pelo “Indie Mor” Joseph Gordon-Levitt. E digo mais: o jovem é muito bom no que faz.
Além dele, temos como destaque o menino Devin Brochu, como TJ, um garoto que perdeu sua mãe há pouco mais de 2 meses e vivia com seu pai Paul (Rainn Wilson) e sua vó (Piper Laurie). E temos também Natalie Portman, num papel pra lá de medíocre, mas que ganha destaque por… porque mesmo pessoal? Ah sim, porque é a Natalie Portman oras…
TJ é um garoto com mais expressões faciais do que palavras, inconformado pelo fato de seu pai se desfazer do carro do qual sofreram um acidente que fez sua mãe morrer instantaneamente. Sofria bullying com um garoto chato da escola, (Brendan Hill) que apesar de contribuir para um fluxo da história, fazia o famoso personagem clichê que aporrinha um garoto indefeso. Um belo dia, TJ conhece Hesher (Gordon-Levitt), um sujeito esquisito que como todo metaleiro trash anos 80 que se preze, não toma banho, e usa uma calça preta justa e provavelmente fedida. Hesher então, passa a viver (sem convites) na casa de TJ.

Ao contrário do que podemos esperar a todo momento do personagem, Hesher não é nenhum pouco complacente ou simpático. Xinga, incomoda, ri, das coisas da qual TJ pasma ao notar o comportamento do sujeito. Nem mesmo quando se vê resquícios de um coração mole por parte de Hesher, não há espaço para melindres no filme, se não pela própria história de TJ e o caos que fica o ambiente familiar pela perda da mãe.

Em todo o momento, o comportamento de Hesher ou suas metáforas bizarras enche o filme com uma comicidade agradável, mesmo que o teor do filme seja de um drama. Hesher teve pouquíssima bilheteria, mesmo com nomes fortes no elenco. Mas, acredito que é exatamente este o objetivo de um filme indie. Caso contrário, não o seria.
E não é de se jogar fora. Hesher traz um roteiro interessante, quase como uma lição que não permite clichês simplesmente pelo fato do personagem Hesher fugir de qualquer obviedade.














