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Frames! #4

8 ago

O Iluminado (1980)

1 fev

O livro é um clássico. O filme é um clássico. E cada um é bom ao seu modo.

Li O Iluminado em uma semana, apesar de ser um livro relativamente longo. É um livro que realmente te prende do início ao fim. Stephen King definitivamente, sabe como escrever um livro. E confesso, senti mais medo lendo o livro do que assistindo o filme.

A história, para quem não sabe, é sobre um hotel amaldiçoado. O Hotel Overlook, construído aos pés de uma montanha no Colorado, teve muitos donos durante sua longa vida, e muitos casos estranhos de assassinatos e suicídios. Quando o hotel volta a fazer sucesso e lucrar, depois de um longo período de prejuízos, o escritor e professor Jack Torrance é contratado para ser zelador do hotel durante o inverno, quando o hotel é fechado por conta das grandes nevascas que assolam o lugar. Jack se muda então para o hotel com sua mulher Wendy e seu filho Danny, que possui poderes de prever o futuro, ler mentes e conseguir ver os fantasmas do Overlook como se estivessem vivos. Durante a estadia, o hotel começa a fazer a cabeça de Jack, (que já não estava muito boa por conta de sua abstinência ao álcool, seu gênio difícil e a culpa por ter quebrado o braço de seu filho anos antes), para que ele assassine sua família e dessa forma, ficar mais forte com o poder vindo de Danny, O Iluminado.

Stanley Kubrick pegou somente os pontos mais importantes do livro para sua versão cinematográfica, e fez algumas pequenas alterações para deixar mais impactante. A topiaria de animais do livro, se torna um labirinto feito de trepadeiras no filme, um pouco mais assustador na minha opinião. E as cenas de Danny passeando pelo hotel com seu triciclo, dando voltas e voltas, como se na próxima curva fosse aparecer uma criatura horrenda, realmente dá medo.

O filme é antigo, foi lançado no início dos anos 80, logo vemos alguns efeitos toscos, como a morta da banheira do quarto 237, além da interpretação da atriz Shelley Duvall que faz a Wendy, que sinceramente eu achei irritante. Em contraponto temos a interpretação impecável de Jack Nicholson, como Jack Torrance, o pai que fica maluco. Os trejeitos, as caras e bocas, o olhar psicopata… Não tem como não ficar apavorado com aquele cara correndo atrás de você com um machado na mão. Outra cena que marcou a época e realmente assusta, é das filhas do antigo zelador. A cena mostra Danny vendo como elas morreram. Num dos corredores do hotel, uma longe da outra por alguns passos somente, mortas e ensanguentadas por conta das machadadas que levaram do pai. Impressionante!

Recomendo o filme e o livro. Essa história tem que ser lida e assistida.

Agora quero ver se consigo assistir a minissérie que fizeram de O Iluminado para ver se dá mais medo do que o clássico de Kubrick.

Melhor é impossível (1997)

5 jul

I’m drowning here, and you’re describing the water!

Há certas características no filme que faz ele ser mais do que mais uma comédia, ou mais do que mais um filme que segue um fluxo natural cinematográfico do qual o amor consegue modificar o comportamento de uma pessoa temperamentalmente difícil.

A melhor coisa deste filme? Melvin, é claro.

Ele é um personagem e tanto. E ainda mais, a escolha do ator não poderia ser melhor: Jack Nicholson.

Melvin tem TOC (transtorno obsessivo compulsivo). Morria de rir quando via os tocs dele, alguns são meus também… Loucos se identificam não? Um personagem mal humorado, um tanto arrogante que zomba de todos e fala as coisas como um tapa dado na cara dos outros. Todos os personagens contribui para a comédia ser gostosa de assistir, mesmo que não arranque do espectador aquela dor no maxilar de tanto rir. Entretanto, não é uma pura comédia romântica boba. Tem algo de diferente nele.

Greg Kinnear é Simon, o vizinho gay de Melvin que após ser roubado e perdido sua inspiração como pintor, perde o apartamento e fica a baira da falência. Cuba Gooding Jr. é Frank, uma espécie de assessor de Simon que dá umas apavoradas em Melvin para que este seja mais gentil com Simon… O cachorro Verdell, também é um personagem relevante considerando que ele é um dos primeiros que consegue afeto do dificil Melvin. E ainda tem Carol, a fofa Helen Hunt, que tem um filho doente e trabalha como garçonete num restaurante onde Melvin religiosamente vai almoçar todos os dias. Após ela se desligar do local pelo filho ter piorado, Melvin tenta ajudá-la inicialmente com o objetivo dela voltar a ser “sua garçonete” e com isso não deixar sua rotina ser atrapalhada por situações adversas. Daí acontece o óbvio né, ele se apaixona por ela. Mas, tudo bem. É uma comédia inteligente da mesma forma…

Passar a chave na porta 5 vezes, andar em lugares específicos da calçada, comer com talheres descartáveis e não utilizar os do restaurante, lavar as mãos e jogar fora os sabonetes, tocar com a ponta dos pés em cada lado dos sapatos duas vezes antes de levantar… Esses são alguns Tocs de Melvin, e eu fiquei até com vontade de listar os meus depois… XD

Melhor é impossível é uma comédia super gostosa de assistir, e você não consegue imaginar ninguém melhor que Nicholson para dar mais graça ao personagem. Vale a pena!