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Thor (2011)

12 ago

“Whoever wields this hammer, if he be worthy, shall possess the power of Thor.”

Tive a sensação nostálgica de ter acabado de ver um filme daqueles que só passava na Band, invés da Sessão da Tarde.  Thor, um dos mais recentes longas da Marvel, tinha tudo para ser um grande filme, com um tema tão interessante como aquele em mãos. Mas seja uma falha do roteirista Ashley Miller ou ainda do diretor Kenneth Branagh, que deve ter confundido a história com uma de suas teatralidades shakesperianas, fato é que Thor é tão sonso, que só o que agrada é a desenvoltura muscular de nosso amigo Chris Hemsworth – o Thor.

Odin (grande Anthony Hopkins, não podemos reclamar do elenco) é o Rei de Asgard, e tinha acesso aos demais “reinos”, como a Terra, que faz parte dos 9 mundos. Ele iria passar o reino de Asgard para Thor, se este não fosse tão estúpido e estabanado, que desobedecendo o grande Hannibal Lecter (não dá gente, ele é o Hannibal pra mim, até com armadura nórdica) acaba indo brigar com os Gigantes de Gelo. Tal atitude faz com que Thor seja exilado, e vá para a Terra. Enquanto isso, Loki (Tom Hiddleston) seu irmão, assume as rédeas de Asgard fazendo o possível para que Thor jamais retorne a casa.

Fiel a história, Thor é interessante no que diz respeito a seus efeitos, fotografia e fluxo da trama. Cumpre bem com seu papel de apresentar uma história para reforçar posteriormente Os Vingadores, filme que vai reunir diversos personagens da Marvel. O que realmente acaba com o longa, é as forçadíssimas cenas cômicas, no que tange o comportamento rude de Thor na Terra. É quase um “Encantada” da Disney, do qual o personagem viaja por vezes tempo e espaço e vai parar no mundo contemporâneo de armadura e tudo mais, e ao se adaptar com o novo ambiente, paga alguns micos como tacar uma xícara de porcelana no chão ao pedir mais. Com certeza, fica delicado lidar com essa coisa de um personagem se adaptando a um ambiente, tentando fugir do comum, uma vez que Branagh não podia sair da história. Era uma linha tênue entre a piada pronta, e a seriedade que a Marvel consegue fazer seja com seus personagens ou com a história.

Natalie Portman faz a cientista Jane Foster, que acaba fatidicamente atropelando Thor quando ele cai do céu, literalmente… Acho demais a capacidade que a atriz tem de interpretar com qualidade papéis de diversos estilos, e nesse, ela não deixa a desejar, assim como o próprio Chris Hemsworth que traz com coerência a mutação de seu temperamento do começo ao final da história, quando se torna digno de segurar o martelo novamente…

De um modo geral, pelo tanto falatório que fizeram ao redor deste filme, eu esperava muito mais, e por incrível que pareça, até mesmo o patriota Capitão América se tornou muito mais interessante do que este.

Capitão América: O Primeiro Vingador (2011)

1 ago

“Why someone weak? Because a weak man knows the value of strength, the value of power…”

Olá amiguinhos que nunca leram um HQ na vida, exceto Turma da Mônica! A Marvel foi boazinha com vocês e resolveram começar o filme pelo início.

Fica meio complicado a gente ter um senso mais crítico e completo, do qual podemos comparar a histórias dentro das duas plataformas de informação (HQ e cinema), porém, lá vai eu falar do FILME. Nada sei, se nos quadrinhos ele voava, soltava Hadouken, ou usava cueca por cima da calça, como a maioria dos super-heróis de Alzheimer

Segunda Guerra Mundial, 1941 e os Estados Unidos alistavam jovens  soldados para matar nazistas. E lá estava Steve Rogers (Chris Evans), um rapaz que tentou diversas vezes se alistar e não conseguia, por conta de sua estrutura física, meio carcaça de grilo. Steve mais apanhava do que tudo, e numa de suas insistências em se alistar, ele esbarra com o Dr. Erskine (Stanley Tucci) que usa o jovem como experimento, para aplicação de um soro que prometia mudar muito da genética comum de Steve.

E as meninas de hoje em dia fazendo escândalo por causa de Edward e Jacob, né Brasil...

Paralelo a essa brincadeira, temos o vilão também “meio” anormal geneticamente, Johann Schmidt  -  caveira vermelha (Hugo Weaving), que descobre um “cubinho mágico” de Odin e com esse novo poder e com a ajuda do Dr. Zola (Toby Jones) ele quer acabar com o mundzzzzz zzz….zzz…

Enfim, aqui tem aquela lambeção americana toda. O que era de se esperar, evidente. Se de um lado temos Schmidt com aquela tosquice de Heil Hidra, do outro temos os Estados Unidos, fazendo aquele papel de bom moço, e claro, o Capitão América que é Steve Rogers, já bem mais esbelto, com roupinha nas cores da bandeira e tudo mais.

No começo, quando muito dos soldados, inclusive o Coronel Phillips (Tommy Lee Jones) subestimava Rogers, ele acaba se tornando famoso por fazer peças e musicais com um bando de pin-ups. Após ser vaiado numa apresentação para diversos soldados, e com a vontade de salvar um dos soldados, seu amigo, capturado pelos nazistas da Hidra (a organização de Schmidt destinada a dominar o mundo), ele consegue ter seu real valor, e acabam dando upgrade no seu uniforme.

Mas, sim, é muito interessante o modo que eles fizeram essa junção entre o início e a ascensão do super herói, e mais ainda os créditos finais do filme, numa animação fabulosa, totalmente vintage, que mesclava com coesão a música marchada, com ilustrações que já puxavam para a Pop Art – momento que os EUA exaltava o consumo e o simulacro. Inclusive, claro a famosa ilustra de James Flagg com o Tio Sam apontando aquele dedo inquisidor e a frase “I Want You for U.S. Army”.

Ahhh sim, mas e o filme né? Então… dispensável. Se não fosse por retratar uma época que chama e muito minha atenção, eu poderia achar o filme bem mais chato e fraco do que ele é. Se é fiel aos quadrinhos ou não, não sei, mas é bem verdade que os clichês tão lá e muito. O patriotismo exagerado até do próprio Rogers, o caricato padrão de um vilão que liga tudo pra explodir e sai correndo em sua super nave ou super carro, enfim, estão todos lá, trazendo nada de novo… Mas eu daria um Oscar pros créditos finais.

X-Men: Primeira Classe (2011)

22 jul

“Peace was never an option.”

É estimulante um filme começar numa época remota e você logo conseguir identificar quem é o personagem. Para uma franquia como X-men, nunca haverá o esforço para fazer um espectador se interessar por um personagem. Mesmo que haja novos personagens num filme, você encontrará os velhos e cativantes lá também. Pelo menos foi assim, nos 5 filmes feitos.

Dessa vez, temos como foco Magneto, cuja mãe foi morta na Segunda Guerra Mundial pelas mãos de Sebastian Shaw (Kevin “pedaço de” Bacon) e desde então buscava vingança. Temos também o querido Professor Xavier, um verdadeiro Nerd cool que até bebia para comemorar êxito acadêmico. E através da narrativa natural de como ambos se conheceram, e até de como foram para caminhos antagônicos, temos a história se desenrolando com Shaw querendo semear a discórdia entre Russia e EUA (aproveitando o fato real da Guerra Fria), jogando uma bomba em Cuba para que os humanos possam se matar e sobrar apenas mutantes na face da Terra.

Tudo é bem colocado neste longa. O humor muito peculiar de filmes de aventura e quadrinhos, é bem dosado aqui, sem apelos bobos que subestimam a inteligência. Os atores destinados para representar o grande Magneto (Michael Fassbender) e o simpático Professor Xavier (James McAvoy), desempenharam muito bem seus respectivos papéis, o que com certeza determina grande parte da qualidade do filme. Magneto, sempre tido como o vilão nos apresenta uma trajetória comovente, e estabelece grandes vínculos com Xavier, apesar de jamais desviar seus olhos do objetivo de vingar a morte de sua mãe.

Tem as partes chatinhas e clichês como o vilão milionário que em um determinado momento da vida vai andar de navio com uma diva loira ao seu lado e que a qualquer momento será estabelecido o caos no mar. A parte disso, o filme garante bom entretenimento, e eu saí do cinema (como sempre saio quando vou assistir X-Men) pensando em qual mutante eu gostaria de ser…