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Fuck Yeah! Sir Anthony Hopkins

5 mar

Quem é?

Ator britânico (Sir Philip Anthony Hopkins) de origem judaica, nascido em 31 de dezembro de 1937. Tem seu espaço na Calçada da fama além de ter se tornado Sir em 93. Devido sua dislexia, Hopkins nunca foi muito interessado nos estudos, mas chegou a ter aulas de piano e se interessar muito por música. Entretanto, após se dar conta de que queria representar, entrou na Welsh College of Music and Drama em Cardiff, onde se formou aos 20 anos. Mas, foi em 66 que estreiou no palco com uma peça de teatro e desde então começou a atuar entre filmes para TV, minisséries e filmes.

O que fez de bom?

Hopkins é um bom ator. Apesar de nos últimos tempos ter feito papéis cada vez mais fracos (o que acaba inevitavelmente implicando na sua atuação) como O Ritual, ele tem aí ao longo de sua carreira papéis de grande destaque. A naturalidade de sua atuação é também devido ao fato de Hopkins repassar dezenas de vezes suas falas e trejeitos do personagem, de uma forma em que acabe saindo naturalmente na hora da cena. Chegou a ter alguns problemas com a bebida, o que prejudicou por um tempo sua carreira, mas ainda sim, Hopkins continuou atuando. Um de seus trabalhos mais interessantes foi em 1980, na obra de Lynch, O Homem Elefante. Contudo, dos trabalhos que vi dele que merecem destaque também foi como o Professor Van Helsing em Dracula de Bram Stoker e A Máscara de Zorro.

Em O Homem Elefante, 1980

Ah sim, o Hannibal…

Hopkins e sua expressão única que o conssagrou como Hannibal Lecter. Oscar de Melhor Ator.

Apesar de seus outros grandes papéis. Hopkins pra mim é Hannibal, assim como Redcliff está para Harry Potter eternamente. Ele encarnou o papel em O Silêncio dos Inocentes, de 1991. E mesmo os demais filmes de Hannibal Lecter serem muito mais fracos do que este primeiro, ainda sim teve êxito na crítica e bilheteria, porque Hopkins estava lá, num papel forte que mesmo assustador é completamente envolvente. Londe de mim assustar alguém, mas eu sou apaixonada por este personagem. Mesmo com requintes de perversão, e um estranho gosto por carne humana, Hannibal Lecter é um gênio médico que invade a mente das pessoas, manipulando com surpreendente inteligência. Mas, enfim… voltando a atuação de Hopkins, este foi merecidamente o vencedor do Oscar de Melhor Ator na época por sua atuação como Lecter. Além de seu olhar assustador, sua elegância soberba, Hopkins deu a Lecter uma imagem de um psicopata quase sem nenhum tipo de emoção. Uma das melhores cenas de O Silêncio dos Inocentes é quando Hannibal dá várias investidas com o cacetete num policial, e enquanto pingos de sangue são espirrados no seu rosto, ele permanece com uma expressão inerente, sem horror ou prazer.

10 filmes para ver:

- O Homem Elefante (1980)

- Nunca te vi, sempre te amei (1987)

- O Silêncio dos Inocentes (1991)

- Drácula de Bram Stoker  (1992)

- Lendas da Paixão (1994)

- No limite (1997)

- Amistad (1997)

- Hannibal (2001)

- Desafiando os Limites (2005)

- Um crime de Mestre (2007)

Thor (2011)

12 ago

“Whoever wields this hammer, if he be worthy, shall possess the power of Thor.”

Tive a sensação nostálgica de ter acabado de ver um filme daqueles que só passava na Band, invés da Sessão da Tarde.  Thor, um dos mais recentes longas da Marvel, tinha tudo para ser um grande filme, com um tema tão interessante como aquele em mãos. Mas seja uma falha do roteirista Ashley Miller ou ainda do diretor Kenneth Branagh, que deve ter confundido a história com uma de suas teatralidades shakesperianas, fato é que Thor é tão sonso, que só o que agrada é a desenvoltura muscular de nosso amigo Chris Hemsworth – o Thor.

Odin (grande Anthony Hopkins, não podemos reclamar do elenco) é o Rei de Asgard, e tinha acesso aos demais “reinos”, como a Terra, que faz parte dos 9 mundos. Ele iria passar o reino de Asgard para Thor, se este não fosse tão estúpido e estabanado, que desobedecendo o grande Hannibal Lecter (não dá gente, ele é o Hannibal pra mim, até com armadura nórdica) acaba indo brigar com os Gigantes de Gelo. Tal atitude faz com que Thor seja exilado, e vá para a Terra. Enquanto isso, Loki (Tom Hiddleston) seu irmão, assume as rédeas de Asgard fazendo o possível para que Thor jamais retorne a casa.

Fiel a história, Thor é interessante no que diz respeito a seus efeitos, fotografia e fluxo da trama. Cumpre bem com seu papel de apresentar uma história para reforçar posteriormente Os Vingadores, filme que vai reunir diversos personagens da Marvel. O que realmente acaba com o longa, é as forçadíssimas cenas cômicas, no que tange o comportamento rude de Thor na Terra. É quase um “Encantada” da Disney, do qual o personagem viaja por vezes tempo e espaço e vai parar no mundo contemporâneo de armadura e tudo mais, e ao se adaptar com o novo ambiente, paga alguns micos como tacar uma xícara de porcelana no chão ao pedir mais. Com certeza, fica delicado lidar com essa coisa de um personagem se adaptando a um ambiente, tentando fugir do comum, uma vez que Branagh não podia sair da história. Era uma linha tênue entre a piada pronta, e a seriedade que a Marvel consegue fazer seja com seus personagens ou com a história.

Natalie Portman faz a cientista Jane Foster, que acaba fatidicamente atropelando Thor quando ele cai do céu, literalmente… Acho demais a capacidade que a atriz tem de interpretar com qualidade papéis de diversos estilos, e nesse, ela não deixa a desejar, assim como o próprio Chris Hemsworth que traz com coerência a mutação de seu temperamento do começo ao final da história, quando se torna digno de segurar o martelo novamente…

De um modo geral, pelo tanto falatório que fizeram ao redor deste filme, eu esperava muito mais, e por incrível que pareça, até mesmo o patriota Capitão América se tornou muito mais interessante do que este.

Frames! #1

11 jul