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O Iluminado (1980)

1 fev

O livro é um clássico. O filme é um clássico. E cada um é bom ao seu modo.

Li O Iluminado em uma semana, apesar de ser um livro relativamente longo. É um livro que realmente te prende do início ao fim. Stephen King definitivamente, sabe como escrever um livro. E confesso, senti mais medo lendo o livro do que assistindo o filme.

A história, para quem não sabe, é sobre um hotel amaldiçoado. O Hotel Overlook, construído aos pés de uma montanha no Colorado, teve muitos donos durante sua longa vida, e muitos casos estranhos de assassinatos e suicídios. Quando o hotel volta a fazer sucesso e lucrar, depois de um longo período de prejuízos, o escritor e professor Jack Torrance é contratado para ser zelador do hotel durante o inverno, quando o hotel é fechado por conta das grandes nevascas que assolam o lugar. Jack se muda então para o hotel com sua mulher Wendy e seu filho Danny, que possui poderes de prever o futuro, ler mentes e conseguir ver os fantasmas do Overlook como se estivessem vivos. Durante a estadia, o hotel começa a fazer a cabeça de Jack, (que já não estava muito boa por conta de sua abstinência ao álcool, seu gênio difícil e a culpa por ter quebrado o braço de seu filho anos antes), para que ele assassine sua família e dessa forma, ficar mais forte com o poder vindo de Danny, O Iluminado.

Stanley Kubrick pegou somente os pontos mais importantes do livro para sua versão cinematográfica, e fez algumas pequenas alterações para deixar mais impactante. A topiaria de animais do livro, se torna um labirinto feito de trepadeiras no filme, um pouco mais assustador na minha opinião. E as cenas de Danny passeando pelo hotel com seu triciclo, dando voltas e voltas, como se na próxima curva fosse aparecer uma criatura horrenda, realmente dá medo.

O filme é antigo, foi lançado no início dos anos 80, logo vemos alguns efeitos toscos, como a morta da banheira do quarto 237, além da interpretação da atriz Shelley Duvall que faz a Wendy, que sinceramente eu achei irritante. Em contraponto temos a interpretação impecável de Jack Nicholson, como Jack Torrance, o pai que fica maluco. Os trejeitos, as caras e bocas, o olhar psicopata… Não tem como não ficar apavorado com aquele cara correndo atrás de você com um machado na mão. Outra cena que marcou a época e realmente assusta, é das filhas do antigo zelador. A cena mostra Danny vendo como elas morreram. Num dos corredores do hotel, uma longe da outra por alguns passos somente, mortas e ensanguentadas por conta das machadadas que levaram do pai. Impressionante!

Recomendo o filme e o livro. Essa história tem que ser lida e assistida.

Agora quero ver se consigo assistir a minissérie que fizeram de O Iluminado para ver se dá mais medo do que o clássico de Kubrick.

Comer, Rezar, Amar (2010)

12 jan

Comer Rezar Amar, uma história de mulherzinha, muitos diriam. Principalmente um homem. Na verdade, quando assisti esse filme, a sala do cinema estava praticamente vazia e dentre as quase 20 pessoas apenas uma era homem. Mas, eu diria que é uma história bonita, quase de autoajuda, mas muito mais sutil do que um livro de autoajuda propriamente…

A história é praticamente uma autobiografia. Elizabeth Gilbert, ou simplesmente Liz, é uma escritora que repentinamente se vê infeliz no casamento. Não quer ter filhos, não ama mais o marido e perdeu sua identidade. Resolve se divorciar e o agora ex-marido transforma a vida dela em um inferno. Depois de conhecer outro cara e descobrir que em todos os seus relacionamentos ela acaba se tornando muito mais o outro do que ela mesma, ela decide jogar tudo para o alto e passar um ano viajando e fazendo só o que sempre quis. Ela vai para a Itália aprender italiano, e comer feito um boi, vai para a Índia fazer parte de um Ashram e tentar encontrar sua espiritualidade e por último passa um tempo em Bali onde encontra o grande amor de sua vida.

Já faz um tempo que li o livro, mas pelo que lembro o filme é bem fiel. Na verdade, quando vi a cena da casa que ela aluga em Bali, ela era exatamente como eu imaginava quando li o livro. Achei isso impressionante.

Como todo filme baseado em livro, algumas partes foram tiradas, outras mudadas, mas nada que alterasse a essência da história. Ver ela comendo aquelas massas e pizzas na Itália me deu a mesma vontade que tive quando li o livro: ir até lá e comer tudo aquilo também.

Sem contar a interpretação maravilhosa de Julia Roberts, que eu adoro. Não consigo imaginar nenhuma outra atriz representando aquele papel. Agora uma crítica que ficou do filme, é que o personagem representado pelo Javier Bardem é um brasileiro que morou muito tempo na Austrália, logo tentaram ensinar português ao Javier e foi lamentável. Eu demorava uns cinco minutos para entender o que ele falava em português. Poderiam ter escolhido um ator brasileiro que soubesse falar inglês, né?! Ficaria muito mais realista.

A história é simples, tem seu clichês, mas como eu disse no começo é bem bonita e fica mais fácil de ler ou assistir se a gente se lembrar de que ela é uma história real. E a Liz continua até hoje com o seu amor encontrado em Bali.

Percy Jackson e o Ladrão de Raios (2010)

18 out

Estréia da Amanda Bia no Le Matinée!

Olá pessoas. Cá estou eu estreando a minha humilde participação no afamado Le Matinée!

Para vocês se situarem, gostaria primeiro de explicar essa nova seção. Como eu sou uma pessoa que devora livros, eu passarei aqui de vez em quando para falar sobre filmes baseados em livros. Eu vou meio que fazer uma comparação entre o filme e a obra literária na qual ele se baseia. A seção se chamará “Recapitulando”.

E para começar, vamos falar um pouco sobre o filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios, do diretor Chris Columbus, baseado no livro de nome homônimo do escritor Rick Riordan.

O livro conta a história de Percy Jackson, um garoto que tem sérios problemas de dislexia e se acha um peixe fora d’água, até que um belo dia descobre que na verdade é um semideus, mais especificamente filho de Poseidon. O livro é recheado de seres mitológicos e poderes impressionantes dos Deuses do Olimpo.

O filme, assim como o livro, conta a mesma história, com as mesmas criaturas impressionantes aparecendo em tudo quanto é canto. A única coisa que eu achei meio chata é que parece que leram o livro, pegaram a essência da história, escreveram outra e filmaram. Cenas que existem no livro foram tiradas do filme e colocaram outras no lugar que não tinham nada a ver com o livro. Criaram novos motivos para as coisas que aconteciam, e sinceramente eu fiquei um pouco decepcionada. Tudo bem o produtor e diretor quererem alterar algumas coisas do livro, até para dar mais vida à história, ou tirar certas partes porque o livro é muito extenso e no filme pode ficar cansativo, mas substituir partes inteiras do livro para o filme, eu achei um pouco demais. Na minha opinião chega a ser um desrespeito com o autor do livro. É como se eles achassem que o que o autor escreveu não prestava então seria melhor mudar para o que a eles achassem mais legal. E eu realmente achei a história do livro legal. Ela era suficientemente boa para não ser mudada.

Para alguém que não tenha lido o livro o filme pode até agradar, já que é uma história interessante, é possui muitos efeitos especiais além das criaturas mitológicas que a maioria das pessoas gostam. Mas se você leu o livro e espera que o filme seja uma réplica daquilo que você imaginou lendo, não se iluda. Uma coisa tem bem pouco a ver com a outra